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«O nosso sonho sempre foi a paz» Entrevista a Exequiel Loaisa, membro das FARC-EP e preso político pelo governo colombiano

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Manifesto74 conversou com Exequiel Loaisa, preso político das FARC-EP, acabado de sair de uma greve de fome para exigir ao governo colombiano o cumprimentos dos acordos de paz.

É claro o texto que assinou o Nobel da Paz, Juan Manuel Santos: passados dez dias os guerrilheiros seriam amnistiados. A organização insurgente, garante a ONU, tem cumprido escrupulosamente todos os artigos que a obrigam, incluindo a deposição das armas, mas, passados seis meses, a maioria dos cerca de 7000 guerrilheiros presos continua atrás das grades. Exequiel Loaisa, de 34 anos, nas FARC desde os 12, é um deles. Guerrilheiro, pai de dois filhos, fala das suas convicções políticas com uma serenidade que desmantela toda a propaganda sobre as «FARC narco-traficantes». Exequiel sabe pelo que luta. Com apenas um par de anos de escolaridade formal, pela qual se desculpa repetidamente, exibe uma cultura política ímpar, um conhecimento profundo dos problemas do seu povo e responde com desenvoltura, sem hesitações, a todas as perguntas. Das profundezas do pátio N.º 4 da La Picota, uma das mais infames masmorras da América Latina, explica-nos as razões da guerra e da paz na Colômbia. Numa entrevista feita em condições precárias, ao longo de vários dias, diz-nos que é preciso lutar, até à vitória sempre.

«A função social da terra só se cumpre com as mãos de quem a trabalha»*

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Há 40 anos, os trabalhadores agrícolas do Sul do País tomaram a decisão de romper com séculos de opressão baseada na propriedade das terras. Extensas herdades de uma minoria agrária com poder económico e político conviviam com a pobreza e a miséria da maioria do proletariado agrícola. Com Abril, encerraram-se as portas da brutalidade fascista e pôde semear-se nos campos aquilo a que Álvaro Cunhal chamou “a mais bela conquista da Revolução”. À conversa com alguns dos protagonistas da Reforma Agrária, percorremos os caminhos do passado sem perder de vista o presente e o futuro de uma aspiração inscrita na história da luta dos trabalhadores portugueses.

António Gervásio desempenhou como dirigente do PCP e destacada figura da luta agrícola um papel importante. Também Manuel Vicente, então presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Évora, e Rogério Arraiolos, da Unidade Colectiva de Produção Pedro Soares, de Montemor-o-Novo.